sábado, 4 de julho de 2015

Do amor aos livros e às letras




Do amor aos livros e às letras

Já tratamos nessa coluna de como a internet pode ser positiva ou negativa. Na verdade, defendo: "as mídias são apenas suportes de ideias ou instrumentos de ações, pois as ideias nelas veiculadas ou as ações resultantes ou permeadas por elas é que devem ser avaliadas". Nunca escondi que sou consumidora compulsiva de livros, seja pelas ideias, pelas narrativas, seja pelo objeto material que são. Para mim, os livros são uma experiência sensorial e estética. Aprecio o cheiro de livro novo, delicio-me com os diversos papeis e formatos de impressão; aguçam-me o designer de livros-brinquedos e as formas não convencionais de certos livros que usam outros recursos, que não a internet e o próprio enredo para se tornarem interativo.
      Sempre presenteio com livros, e já cheguei a ouvir: "Puxa, você dá livro às crianças... elas não vão considerar presente". Porém, as crianças que convivem comigo veem minha paixão por livros e associam "livro é algo tão especial, que é sim um ótimo presente!".
       Não tenho preconceitos, sei que em tempos de falta de tempo temos que ser seletivos e por isso delimitar nossa bibliofilia (Será¿). Amo livros, e também textos avulsos, a ponto de colecionar pastas temáticas com crônicas, fábulas, mitos, lendas,poesias... hemerotecas... De vez em quando abro uma pasta para reler e lembro-me de alguém, e seleciono para mandar por carta ou ainda para fazer uma busca pela internet para postar nas redes sociais. Sim, as minhas novas pastas têm sido na internet, em blogs, páginas nas redes sociais, em comunidades, em grupos... Tenho também sido leitora de poesias e reflexões que me inquietam, me acalmam a alma e dialogam com minhas ponderações diárias. Tenho sido leitora assídua de meu amigo de infância Edivan Costa Gomes, escritor real, com leitores, pois assim como eu, vários leitores interagem comentando (e curtindo). Em momentos, na confluência de vozes, parece dizer o que eu diria: "SEGUNDA FEIRA\ Tenho sonhos apressados\ daqueles que não podem parar ...\Sonhos que recusam a atrofia \ da indiferença e repudiam a inércia\ do conformismo...\\Meus sonhos querem tudo\ e qualquer coisa menor que isto \eu considero um roubo!" e "Eu acredito\ num mundo que existe em meus sonhos\em palavras que insistem em querer dizer\ e numa vida que exige viver\ Sim, eu ainda acredito ..."